Premiada diretora Angela Zoé recebe retrospectiva no Santos Film Fest 2020

Angela Zoé, fundadora da Documenta Filmes, receberá uma retrospectiva do Santos Film Fest – Festival Internacional de Cinema de Santos. Serão exiidos os Longas Meu Nome é Jacque (2016), Henfil (2017) e Ele Era Assim: Ary Barroso (2019). A diretora acumula premiações e participações em festivais com todas suas obras, incluindo o prêmio da crítica do próprio Santos Film Fest em 2018. Um grande destaque de sua obra é Meu Nome é Jacque, que tem sido utilizado em diversos meios como uma forma de discutir gênero, sexualidade e direitos humanos.

Angela é uma acadêmica, com estudos em filosofia, história, psicologia, além de mestrado em neurociência. A diretora usa de suas expertizes para fazer cinema, começando sua trajetória com filmes institucionais, onde Angela preferia coletar depoimentos ao invés de locução em off, o que lhe rendeu uma abertura maior na área, trabalhando tanto em vídeos particulares quanto em parcerias com o governo, expandindo suas habilidades narrativas.

Angela acredita que “as pessoas tem tanta coisa para falar”, que essa afirmação a fez seguir na linha de Documentários. Dentre seus primeiros trabalhos estão dois filmes que contam histórias sobre vidas interrompidas através da visão daquelas pessoas: Duas Histórias e Nossas Histórias. Ambos foram premiados e iniciaram a carreira de cinema da diretora.

Com Meu Nome é Jacque, Angela antingiu um novo patamar no cinema documental nacional. O filme narra a vida de Jacqueline Rocha Cortês, uma mulher transexual brasileira que vive e milita pela causa de pessoas soropositivas. A vida e a luta de Jacque é revisitada no filme, levantando uma reflexão sobre preconceito, homofobia e identidade de gênero.

Com Henfil, Angela inova ao registrar uma turma de jovens animadores tentando trazer para a atualidade as obras de Henrique de Souza Filho, o Henfil. Um dos principais nomes do cartoon e das charges no Brasil, o artista foi um dos grandes questionadores da ditadura enquanto vivia uma luta contra a hemofilia.

Ele Era Assim: Ary Barroso é o terceiro filme da cineasta que será exibido no festival, e conta a trajetória de um dos maiores compositores da música brasileira. O filme é construído com arquivos de áudio do próprio Ary Barroso, relatos de seu neto, releitura de suas composições por jovens talentos da MPB, além de depoimentos e curiosidades sobre o artista.

 

FILMOGRAFIA COMPLETA

 

Ele era Assim: Ary Barroso – 2019 – Longa

“Ele Era Assim: Ary Barroso” conta a história de um dos maiores compositores brasileiros por meio de gravações do próprio artista e apresentações de suas composições por jovens talentos do MBP, além da participação especial de Ney Matogrosso.

 

 

 

 

 

Henfil – 2017 – Longa

O documentário registra uma proposta curiosa feita a uma turma de jovens animadores: tentar trazer para a atualidade as obras do cartunista, jornalista e ativista brasileiro Henrique de Souza Filho, o Henfil. Além desse processo, o filme traz depoimentos de amigos e revelações sobre como o artista hemofílico lidava com sua doença e utilizava seus desenhos como instrumento de luta contra a censura

 

 

 

 

 

Meu Nome é Jacque – 2016 – Longa

Jacqueline Rocha Côrtes é uma mulher transexual brasilleira que vive com Aids. Militante pelos Direitos Humanos e ativista a favor da causa das pessoas que vivem com HIV e Aids, Jacque tem a vida marcada por lutas e conquistas, seja em sua vida pessoal, como ativista de movimentos sociais, representante do governo brasileiro ou como funcionária na Organização das Nações Unidas. Hoje casada e mãe de dois filhos, mora numa pequena cidade onde leva a vida voltada para a maternidade e a família. Ao acompanhar o cotidiano de Jacque e revisitar sua trajetória, o filme aborda a diversidade e a essencialização do ser humano, e apresenta os inúmeros desafios que foram rompidos pela personagem, levantando uma reflexão sobre o preconceito, a homolesbotransfobia e a identidade de gênero.

 

 

Betinho – A Esperança Equilibrista – 2015 – Longa

O documentário aborda a vida do sociólogo Hebert de Souza, conhecido como Betinho. Engajado politicamente desde sua adolescência, Betinho também foi um ativista. Sofreu as consequências da Ditadura Militar sendo exilidao, inclusive, foi homenageado na música “O Bêbado e o Equilibrista”, de Elis Regina. Antes da sua morte em 1997, o brasileiro iniciou campanhas contra a AIDS e a fome, além de fundar o IBASE, um instituto para pesquisas de ações governamentais.

 

2 comentários em “Premiada diretora Angela Zoé recebe retrospectiva no Santos Film Fest 2020

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  1. Parabéns pela programacão e pelas escolhas! Bom festival este ano!Apesar de toda dificuldade, vamos com fé e força para mudanças! disse:

    A programação está excelente! Juntos por um mundo melhor! Precisamos da arte!

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