Para sempre Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho nos deixou.

Compartilhamos esse vídeo texto utilizado na homenagem que tivemos a honra de prestar ao maior crítico de cinema do país e que sempre fez questão de dizer ser santista.  Atualizamos apenas a última frase.

RUBENS EWALD FILHO

Foto: Paula Azenha.

Rubens Ewald Filho, Rubinho para os mais chegados, o Homem do Oscar para milhares de pessoas, é santista, pisciano, nasceu em 7 de março de 1945.

Seu pai era presidente do Clube Saldanha da Gama na Ponta da Praia, diante do Canal da Barra. Rubinho acordava bem cedo todos os dias para ir treinar natação, fizesse sol ou chuva (não havia aquecimento de piscina na época). Nadou no oceano, pulou do trampolim velho (hoje demolido), atravessou o canal a nado – por vezes fugindo dos navios que passavam.

Pegava a baleeira para ir até as praias da Pouca Farinha, do Góes, ou o fechadíssimo Clube de Pesca. E também participava de travessias muitas vezes nadando com os botos ou se desviando das águas vivas.

Encontraria, no cinema, um amigo, um confidente, um parceiro, uma janela para o mundo. Leitor das revistas Filmelândia (Screen Stories) e Cinelândia (Modern Screen), anotava tudo o que achava necessário sobre os filmes em seus cadernos. Faria quatro faculdades simultaneamente: Jornalismo, Geografia, História e Direito.

Na Calçada da Fama do Roxy, em 2013. Foto: Fabio Passos.

Pioneiro de várias maneiras, tornou popular a profissão Crítico de Cinema no Brasil. Começou a carreira no jornal A Tribuna, de Santos.

Foi o primeiro a escrever sobre filmes na TV, sobre vídeo, depois sobre DVD. Foi o primeiro crítico a trabalhar numa televisão por assinatura, a Showtime da TVA, depois virou diretor de programação e produção da HBO Brasil, esteve uma temporada no Telecine, passaria a apresentar programas na TV Cultura e na TNT.

Também fez cinema como ator e roteirista. Escreveu telenovelas: a mais premiada foi “Éramos Seis”, em parceria com Silvio de Abreu, em duas versões na Tupi e no SBT. E tornou-se diretor teatral em sucessos como “Querido Mundo”, “Hamlet Gashô”, “O Amante de Lady Chatterley”, “Doce Veneno – Bruna Surfistinha”.

Também é conhecido como o homem do Oscar – alcunha dada pela revista Veja São Paulo – já comentou a premiação muitas e muitas vezes (atualmente para a TNT, onde comenta também as festas do Globo de Ouro e SAG). São 35 cerimônias comentadas ao vivo. Um recorde. Aliás, falando em Recorde, seu amor pelo cinema é observado nos 53 mil filmes que assistiu, sem levar em consideração as reprises e séries. Um recorde mundial, digno do Guinness Book.

Trabalhou nos principais órgãos de imprensa do Brasil (de Veja a O Estado de São Paulo), nas emissoras de televisão (Começou na TV Cultura, ficou 12 anos na Rede Globo, depois Record e Bandeirantes).

Seus guias de vídeo e, posteriormente, DVD, ajudaram a formar gerações de cinéfilos no Brasil. Faz comentários no rádio que são distribuídos por todo o Brasil e para a Rádio Jovem Pan em São Paulo.

Lançou em 2007 o livro “O Cinema vai à Mesa”, pela Edit. “Melhoramentos” (premiado na Inglaterra) e a seguir em 2008, “Bebendo Estrelas”, sobre vinhos e coquetéis. Foi coordenador da Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, que lançou mais de 170 títulos de resgate e preservação da memória cultural do Brasil.
Considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977.

Criou o pólo cinematográfica de Paulínia e é curador do principal festival de cinema do país, em Gramado. Atualmente atua também na produção de filmes através de sua produtora GPS Entertaiment, em sociedade com o ator e diretor Germano Pereira. Lançou, em 2016, o longa-metragem “Somos Todos Estrangeiros”, sobre refugiados.

Batiza a sala de cinema do Cine Arte Posto 4, na orla da praia. Em 2013 recebeu a Estrela na Calçada da Fama, do Cine Roxy. No ano seguinte, foi homenageado como Super Crítico pelo 1º Nerd Cine Fest Santos.

Agora, chega a vez do Santos Film Fest prestar a devida reverência a este santista, “zero treze”, que leva o nome de nossa cidade ao mundo, que propaga o cinema com amor, garra e muito conhecimento.

Os grandes jamais desaparecem. Seu legado é imensurável!!!!

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